Crianças e adolescentes de Santaluz apresentam temáticas relacionadas aos seus Direitos

Crianças e adolescentes de Santaluz apresentam temáticas relacionadas aos seus Direitos

02/09/2017

#2017MOC50Anos
#PorUmSertaoJusto

Jovens das comunidades de Mucambinho, Rose, Jitaí e Miranda, localizadas no município de Santaluz, participaram da “Feira de Saberes e Fazeres sobre os Direitos das Crianças e Adolescentes e Desenvolvimento Comunitário” que aconteceu durante a passagem da Caravana MOC 50 Anos, naquele município.

Cada comunidade apresentou um Direito. Mucambinho abordou sobre o direito à Educação Contextualizada trazendo um pouco sobre a história do Projeto Baú de Leitura e encantou com a estória “O homem que espalhou o deserto”, que faz parte do acervo do Baú.

A comunidade de Miranda versou sobre o direito à Alimentação Saudável trazendo sua definição e a importância da produção de alimentos com base agroecológica e livres de agrotóxicos. Para enfatizar esse momento a facilitadora Cleonice Oliveira, técnica do Programa de Comunicação, ressaltou a necessidade de repensar a alimentação para fortalecer o consumo saudável.

Futebol, vôlei, pipa, passeios de bicicleta, aulas de xadrez, violão e grupos culturais como o “Zumba”, “Rosas Vivas” e a “Noite de Luar”, foram alguns tipos de lazer citados pelos jovens da comunidade de Rose ao falar sobre este direito. A “Noite de Luar” por exemplo, resgata uma tradição antiga do local, reunindo ao redor de uma fogueira pessoas mais idosas, que repassam por meio da roda de prosa histórias e músicas para que as gerações futuras possam reconhecer e valorizar sua identidade.

Para finalizar, a comunidade de Jitaí apresentou em forma de verso sobre o direito de acesso à saúde, citando a luta para conseguir a instalação na comunidade de uma unidade básica de saúde para as famílias e a importância de ter esse direito garantindo com qualidade. “Antes o posto de saúde funcionava de forma alugada e precária. Fomos bater panela na porta da prefeitura e conseguimos que fizessem o PSF. Mas, por algum tempo ficou fechado até realizarmos novo ato, que resultou na abertura e funcionamento do posto. Lutamos pelos nossos direitos!”, declarou a jovem multiplicadora de vínculos Valdineia Souza.

Ao som da canção “Nosso direito vem, nosso direito vem, se não vem nosso direito o Brasil perde também...” foram finalizadas as apresentações da oficina que integra o Projeto Cir’andando pelos Direitos, desenvolvido pelo MOC, com apoio da instituição internacional Kinder not hilfe (KNH).


Por:
Robervania Cunha e Alan Suzarte
Programa de Comunicação do MOC