A II Oficina de Combate ao Racismo Institucional foi realizada em Serrinha

A II Oficina de Combate ao Racismo Institucional foi realizada em Serrinha

06/04/2018

MOC_PorumSertaoJusto

Foi realizada no auditório da Universidade do Estado da Bahia ( UNEB Campus XI) município 
de Serrinha, nos dias 04 e 05 de abril, a II Oficina de Combate ao Racismo Institucional, tendo como tema: A Contribuição da Economia Solidária para Sensibilização de Gestores Públicos. Por meio da iniciativa da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Governo da Bahia (SETRE) junto com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado da Bahia (SEPROMI).

O Movimento de Organização Comunitária (MOC) que defende e luta pelos direitos da igualdade de Gênero participou da Oficina através das técnicas do Programa de Gênero (PGEN) Ádila da Mata e Cátia Almeida, na qual teve como objetivo fortalecer a Rede de Combate ao Racismo Institucional e Intolerância Religiosa e construir políticas públicas de enfrentamento ao racismo institucional no Território do Sisal. Vale ressaltar, que a participação do MOC nesses espaços de incidência política conta com o apoio da instituição Acationaid.

Desse modo, a criação da Rede de Enfrentamento ao Racismo Institucional do Território do Sisal foi o foco maior da atividade, pois essa Rede visa fortalecer a nível regional e municipal a luta pela desigualdade social e de gênero e contra todos os tipos de preconceitos que destroem os diretos das pessoas, por isso foi constituída por vários municípios do Sisal.

Segundo a técnica Ádila da Mata, integrante da Rede junto a Cátia Almeida, a Oficina foi de fundamental importância nesse momento de retirada de direitos, no qual se faz necessário compreender e assumir o racismo institucional, que atinge não só a questão de raça, mas de homens, mulheres, crianças, adolescentes, pessoas com deficiências, pessoas idosas, etnias, ciganos/as, indígenas, quilombolas, agricultores/as familiares, povos e comunidades tradicionais e pessoas de religião de matriz africana. "É um sistema de desigualdade que se baseia em ações ou omissões, na oferta de serviços e atividades institucionais e na efetivação de políticas públicas, resultando dessa maneira em preconceitos, estereótipos e descriminações", frisou a técnica.

A Oficina tirou como encaminhamento uma Audiência Pública para discutir esse contexto social, que acontecerá em Serrinha no dia 16 de maio, assim como reuniões de planejamento para definir outras ações da Rede Territorial.




Por: Robervânia Cunha
Programa de Comunicação do Campo