Publicações
- Inicial
- Publicações
- Geral
Naidison Baptista é destaque em matéria que celebra personalidades que transformam Feira de Santana
28/08/2025
O
jornal A Tarde preparou, neste mês de agosto, um caderno especial, produzido
pela jornalista Orisa Gomes, que destaca personalidades que nasceram ou foram
adotadas por Feira de Santana e que, com sua trajetória e dedicação, ajudaram a
transformar não apenas a cidade, mas também a vida das pessoas e das
comunidades ao seu redor. Entre esses nomes que inspiram orgulho e
reconhecimento, Naidison Baptista se destaca como educador, ex-diretor
executivo do Movimento de Organização Comunitária (MOC) e uma voz ativa em
defesa da liberdade, da inclusão social e da valorização da cultura local e
regional. Sua história de comprometimento com a educação, a organização
comunitária e a luta pelos direitos de populações historicamente excluídas
merece ser celebrada e conhecida.
Confira
trecho que faz homenagem a Naidison:
Naidison
Baptista – Educador, ex-diretor executivo do MOC e voz pela liberdade e
inclusão social
A
trajetória de Naidison Baptista em Feira de Santana começou em 1967, quando foi
convidado a integrar a equipe da disciplina Metodologia do Trabalho Científico
na recém-criada Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
A
chegada coincidiu com tempos de repressão, quando professores eram vigiados,
conversas monitoradas e até militares se matriculavam em disciplinas para
espionar para o Serviço Nacional de Informações. Foi nesse ambiente que
Naidison fortaleceu seu compromisso com a liberdade e a democracia.
Na Uefs, viveu três marcas decisivas: a construção de um ensino crítico e inovador na Metodologia do Trabalho Científico; a fundação da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), da qual foi o primeiro presidente; e o engajamento em processos de democratização da universidade, como a criação dos departamentos, concursos públicos e eleições diretas para reitor.
O
vínculo com a cidade também se entrelaça à história do Movimento de Organização
Comunitária (MOC), entidade que ele sempre admirou e que passou a integrar
inicialmente como consultor.
Tornou-se
diretor executivo por mais de duas décadas e segue como assessor, ajudando a
conduzir um trabalho voltado para a organização dos excluídos, a fim de que
possam influenciar políticas públicas.
Sob
sua gestão, o MOC esteve à frente de mobilizações históricas, como a luta por
indenizações justas na barragem de Pedra do Cavalo, a redução de impostos sobre
a agricultura familiar, a erradicação do trabalho infantil na região e a
consolidação da convivência com o semiárido, modelo reconhecido nacional e
internacionalmente.
"Conviver com o semiárido é reconhecer a inteligência e a capacidade de luta de sua gente, respeitar sua cultura e implementar políticas voltadas para a população excluída", Naidison Baptista - Educador
Defende,
o educador que também lembra que mais de um milhão de cisternas foram construídas
a partir dessa visão.
E
quando se fala em futuro de Feira, o que ele deseja é que a cidade erradique a
fome, humanize seus espaços, valorize a cultura e assuma plenamente seu papel
como Portal do Sertão, mostrando ao mundo a força e a dignidade do povo
sertanejo.
Texto:
Orisa Gomes
Confira
a matéria completa: https://atarde.com.br/municipios/o-orgulho-e-o-mesmo-seja-um-feirense-de-nascimento-ou-adocao-1348757