MOC inicia a campanha “Quebre o silêncio! Sua atitude salva vidas: Denuncie toda e qualquer forma de violência contra as mulheres”

MOC inicia a campanha “Quebre o silêncio! Sua atitude salva vidas: Denuncie toda e qualquer forma de violência contra as mulheres”

26/10/2015

A Campanha Institucional “Quebre o silêncio! Sua atitude salva vidas: Denuncie toda e qualquer forma de violência contra as mulheres” foi lançada oficialmente pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC) para a  imprensa, parceiros e agricultores/as, no último dia 19 de outubro em grande evento que comungou com o lançamento de suas novas peças institucionais de comunicação. A entidade já havia feito o lançamento extra oficialmente para seu público interno.

Com apoio da ACTIONAID, a Campanha tem como objetivo mobilizar e sensibilizar a população para a prevenção e enfrentamento a violência contra as mulheres. Para isso, tem o envolvimento do poder público, agências de comunicação e demais organizações locais comprometidos com a garantia da dignidade humana das mulheres.

Agentes de Mudança
Como parte das ações da Campanha o Programa de Gênero do MOC já realiza durante todo o mês de outubro, em diversos municípios da região, rodas de conversa sobre prevenção e enfrentamento a esse tipo de violência identificando as suas várias formas, construindo caminhos para superação da violência e fortalecimento da autonomia das mulheres rurais.

Nessas ações são envolvidas organizações de mulheres, poder público local, grupos/organismos locais, que também refletem sobre as [des] iguais relações sociais de gênero no cotidiano de homens e mulheres e as suas implicações relacionadas à violência. As oficinas já aconteceram nos municípios de Riachão do Jacuípe, Nova Fátima, Quijingue, Serrinha, Ichu e Conceição do Coité, sempre ministradas pela coordenadora Selma Glória e pela técnica do PGEN, Cátia Souza.

A região semiárida baiana  é marcada pela forte presença da população afrodescendente, com sua arte e religiosidade, e outras expressões culturais. As mulheres estão à frente das organizações comunitárias. Formar e fortalecer pessoas com a capacidade de liderar o trabalho pela desnaturalização e eliminação da violência, influindo na forma de pensar e agir de homens e mulheres é um dos principais objetivos específicos da Campanha.

Cenário
De acordo com o Instituto Avante Brasil uma mulher morre a cada hora no Brasil. Quase metade desses homicídios são dolosos praticados em violência doméstica ou familiar através do uso de armas de fogo. 34% são por instrumentos perfuro-cortantes (facas, por exemplo), 7% por asfixia decorrente de estrangulamento, representando os meios mais comuns nesse tipo ocorrência.Mais de 60% das mulheres assassinadas no Brasil entre 2001 e 2011 eram negras, conforme aponta os dados do IPEA (2011). O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking de países com crimes praticados contra as mulheres.

“Estas atrocidades acometem mulheres dos territórios do Sisal, Bacia do Jacuípe, Portal do Sertão, sendo que muitos casos não são inseridos nas estatísticas oficiais da violência, além de serem territórios com limitados equipamentos de proteção as mulheres. Com a existência da Lei Maria da Penha, desde 2006 o número de feminicídio caiu em 10%, de acordo o IPEA de 2015”, ressalta Selma Glória, coordenadora do Programa de Gênero do MOC.

Ações de comunicação foram criadas para ajudar a divulgar a Campanha e para envolver diferentes públicos e grupos sociais. É uma ação de cidadania que busca compromisso e atitude em relação à Lei Maria da Penha, a fim de alterar os comportamentos de violência contra as mulheres.

Saiba mais:
Downloads dos Spots da Campanha para Rádios 
Download do Cartaz de Divulgação da Campanha  
Lei Maria da Penha   
Lei do Feminicídio
Sobre o Programa de Gênero do MOC  
Sobre a ACTIONAID 

Por:
Maria José Esteves
Jornalista/Programa de Comunicação do MOC